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Selo Vegano em Cosméticos: 5 Itens que sua Fórmula Não Deve Ter

Atualmente, milhares de pessoas pelo mundo estão tomando consciência ambiental. Consequentemente, elas buscam por produtos que representam ideais sustentáveis e éticos.

Por definição da Vegan Society, o veganismo é a escolha de excluir todas as formas de exploração e crueldade contra os animais. Essa prática se aplica à alimentação, ao vestuário e, principalmente, a outras esferas do consumo, na medida do possível e praticável.

Sumário
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    Introdução

    Diante disso, os produtos cosméticos também estão se adaptando rapidamente a essa crescente tendência. Para garantir uma maior segurança aos consumidores, diversos órgãos nacionais e internacionais padronizam os processos do setor. Eles monitoram e certificam as empresas que buscam obter o cobiçado selo vegano em cosméticos.

    Entre as certificadoras mais respeitadas do mercado, destacam-se a Vegan Trademark e a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Apesar de possuírem algumas exigências específicas para certificar uma marca, elas definem regras fundamentais em comum. Basicamente, um cosmético verdadeiramente vegano:

    • Não deve conter nenhum ingrediente de origem animal;

    • Não deve passar por testes em animais, abrangendo o produto final e seus insumos;

    • Não deve utilizar Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) que envolvam genes animais.

    Visando elucidar esse tema e ajudar você a adequar o seu projeto, trouxemos 5 componentes clássicos que uma formulação com selo vegano não deve ter de jeito nenhum.

    1. Colágeno Animal

    A princípio, o colágeno é um dos ativos mais famosos para promover firmeza e elasticidade à pele. No entanto, as indústrias obtêm o colágeno tradicional quase que exclusivamente através de subprodutos animais. O processo utiliza raspas de couro bovino, cartilagens e escamas de peixes.

    A solução vegana: Felizmente, a biotecnologia já oferece excelentes opções. Você pode formular com precursores de colágeno ou peptídeos vegetais. Eles estimulam o próprio corpo humano a sintetizar a proteína de forma natural e livre de crueldade.

    2. Glicerina de Origem Animal

    A glicerina é um agente umectante fantástico, essencial para reter a hidratação na pele. Contudo, as fábricas costumam produzi-la através de uma reação entre gordura com um agente alcalino. Para o selo vegano, é estritamente proibido usar glicerina obtida a partir de sebo bovino ou banha de porco.

    A solução vegana: É totalmente possível e acessível substituí-la por glicerina vegetal. Os fornecedores extraem esse insumo através de óleos vegetais de alta qualidade, como o óleo de palma, babaçu e buriti.

    3. Ácido Hialurônico Tradicional

    Esse poderoso ativo antissinais possui diversas fontes de extração. O ácido hialurônico tradicional é frequentemente derivado de animais, extraído das articulações bovinas ou de cristas de galo. Ou seja, esse método envolve extrema exploração.

    A solução vegana: A melhor opção cruelty-free e moderna é o ácido hialurônico obtido por fermentação bacteriana controlada ou derivado de fungos. Além de ético, esse método biotecnológico costuma apresentar um grau de pureza ainda maior.

    4. Queratina

    A queratina é a queridinha dos produtos capilares para reconstrução dos fios. Porém, na sua forma original, ela possui origem estritamente animal. Os fabricantes extraem essa proteína a partir de penas, pele, pelos, cascos e chifres de animais abatidos.

    A solução vegana: Para manter a eficácia sem perder a ética, a indústria desenvolveu a fitoqueratina. Os formuladores criam esse ativo através da hidrólise de proteínas vegetais, como as do trigo, milho, arroz e soja.

    5. Lanolina

    Por fim, temos a lanolina, um emoliente muito denso e nutritivo usado em pomadas, lip balms e cremes hidratantes. Embora não exija o abate do animal, as indústrias extraem a lanolina da secreção sebácea presente na lã das ovelhas, o que configura exploração animal e impede a certificação.

    A solução vegana: Você pode alcançar a mesma emoliência e proteção de barreira utilizando manteigas e ceras vegetais. Manteiga de karité, manteiga de cupuaçu e cera de carnaúba entregam resultados sensoriais maravilhosos.

    Transforme seu cosmético e conquiste o mercado

    Desenvolver um produto com selo vegano vai muito além de apenas trocar ingredientes. Esse processo exige um conhecimento técnico profundo para garantir que a nova fórmula seja estável, segura, agradável ao toque e, claro, alinhada às exigências da ANVISA.

    Além disso, o público que consome esses produtos está cada vez mais exigente em relação ao Marketing Verde. As marcas precisam comprovar a eficácia de seus cosméticos usando métodos inovadores e livres de crueldade, como a testagem em pele sintética (tecido in vitro), garantindo total segurança sem envolver animais.

    Sua marca está pronta para dar esse passo? Se você quer reformular uma linha existente para conquistar certificações veganas ou deseja tirar uma ideia do papel do zero, a Catálise Jr. é a parceira ideal.