Kombucha: bebida probiótica ou não?
Kombucha: É uma Bebida Probiótica ou Não? Primeiramente, para aprofundar o debate sobre esse tema, é estritamente necessário saber o que, na ciência, é classificado como probiótico. Nesse sentido, probióticos são microrganismos vivos capazes de prevenir patologias. Além disso, eles ajudam a manter o indivíduo livre de algumas doenças, com foco especial nas complicações gastrointestinais. De fato, esses microrganismos estão vinculados à síntese de vitaminas do complexo B e apresentam um papel fundamental na regulação do trânsito intestinal, na modulação do colesterol e no fortalecimento do sistema imune. Sumário Add a header to begin generating the table of contents A Promessa Comercial da Kombucha A kombucha, por sua vez, é um produto fermentado que promete atuar principalmente no equilíbrio gastrointestinal. Dessa forma, a bebida ofereceria melhorias significativas ao sistema imunológico dos consumidores. Somado a isso, diversos pesquisadores já identificaram a presença de bactérias lácticas na composição da bebida. Consequentemente, esse achado isolado promoveu, de maneira muito precipitada, a divulgação comercial do seu possível caráter probiótico. No entanto, a legislação brasileira enxerga essa alegação de uma forma muito mais rigorosa. O Que Diz a Legislação da ANVISA? Porém, não basta apenas conter bactérias benéficas para receber esse título. Segundo as normativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para atribuir o caráter probiótico a um alimento, é necessário garantir eficácia clínica. Ou seja, o fabricante precisa provar que os organismos vivos presentes na kombucha de fato conferem benefícios à saúde humana quando administrados em quantidades adequadas e controladas. Contudo, isso ainda não foi comprovado cientificamente em larga escala para essa bebida. Assim, com base nas orientações da ANVISA, não é permitida a utilização da palavra “probiótico” nos rótulos de comercialização da kombucha. O Desafio da Padronização do SCOBY Além das barreiras regulatórias, existe um desafio técnico na produção. A proibição também ocorre devido à falta de pesquisas conclusivas e ao fato de que a composição do SCOBY (a cultura de bactérias e leveduras) não é padrão para todos os produtores. Em outras palavras, a indústria não tem o conhecimento exato de quais são as cepas e espécies precisas que compõem cada SCOBY artesanal ou industrial. Sendo assim, não se pode afirmar que todos os microrganismos gerados na fermentação são probióticos catalogados. Portanto, até que haja padronização e comprovação de cepas, a kombucha não pode ser classificada oficialmente como uma bebida probiótica. Maximize a Qualidade da Sua Produção Em suma, entender a legislação é o primeiro passo para o sucesso do seu negócio. Você precisa de ajuda para adequar os rótulos ou padronizar a sua produção de kombucha? A Catálise Jr. possui as ferramentas e o conhecimento técnico necessários para estruturar a sua fábrica. Logo, entre em contato conosco agora mesmo, descubra a nossa carta de serviços e veja as diversas formas como podemos impactar positivamente a sua produção! Referências ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 241, de 26 de julho de 2018. MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Instrução Normativa (IN) nº 41, de 17 de setembro de 2019. Leia também Regulamentação de Kombucha: ANVISA ou MAPA? Kombucha: bebida probiótica ou não?




